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Boas idéias dão resultados.

Por Lucas de Ouro | Criatividade

É bem provável que você já tenha lido (ou recebido por e-mail), esse texto bem antigo que rola na internet, sobre um cego em Paris:

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: “Por favor, ajude-me, sou cego”.

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu:

“Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”.

Sorriu e continuou seu caminho.O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: “Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la”.

Talvez tenha sido inspirado nele, que foi desenvolvido esse filme bem interessante da Associação Portuguesa dos profissionais de Marketing.

Criatividade é uma questão de pular ou não.

Por Lucas de Ouro | Criatividade

“Cheguem até a borda, ele disse. Eles responderam: Temos medo. Cheguem até a borda, ele repetiu.
Eles chegaram. Ele os empurrou… e eles voaram.” – Guillaume Apollinaire

Os olhos pesam. Já nem me lembro se esta é a terceira ou quarta xícara de café que anseia pelo grande momento. Ela me olha como se me cobrasse alguma coisa, “você pode”, diz a xícara, enquanto a tela do computador me hipnotiza.

Levanto. Desligo todos os sons em volta, abro a janela, quem sabe os passarinhos me tragam a tão esperada inspiração. Nada. Observo os esquilos no jardim, numa busca incessante por qualquer coisa que eles tenham enterrado antes da neve cair.

Faz frio e eu tenho que entregar três textos hoje. Se escrever ainda fosse a minha profissão, mas não. Ainda tenho que pensar no meu trabalho, a conta bancária exibe frames do extrato na minha mente. A vida lá fora não me deixa abstrair, os problemas martelam e a leveza escorre pelos dedos.

Dou mais um gole no café e tento escrever meia dúzia de palavras que são deletadas instantaneamente. Por onde anda aquele “santo que baixava”, a tal da criatividade? Onde foi que eu perdi aquele momento em que nada segurava a minha caneta no caderno?

Desligo o computador e leio um pouco de Caio Fernando Abreu. Pego meu caderno e uma caneta. Vou para a janela e desejo ser um esquilo: saltitante, sem nada pra fazer além de enterrar e desenterrar nozes. Eles brincam de pega-pega. Eu sorrio.

E então a minha caneta começa a correr solta por uma folha de papel pautada. Não tenho tempo de respirar. O telefone toca, agora não. Nada mais me atrapalha. As palavras correm líquidas e eu me lembro que numa folha qualquer eu sempre posso desenhar um sol amarelo. E me lembro de mais uma porção de coisas, e escrevo. Escrevo compulsivamente. E vôo.

**

A criatividade ainda está guardada numa dessas gavetas do nosso cérebro. Não é privilégio de poucos, ela pode ser trabalhada e incentivada. Ela também não some, está sempre dentro de você, esperando para sair.

A criatividade deseja ser aberta e vir à tona, mas tem medo de muita coisa. É como uma criança de cinco anos e, talvez por isso, seja tão nossa amiga quando somos crianças. Ela se assusta com o menor assunto sério, com o primeiro sinal de adultice. É preciso arrumar a casa antes de recebê-la. É preciso limpar todas as migalhas de problemas. É imprescindível abandonar a zona de conforto e se libertar de qualquer pensamento que impeça o processo criativo.

Mas tem um segredo, meu amigo: criatividade é o barranco. Ela é a linha tênue entre o medíocre e o original. E a diferença entre o criativo e a pessoa comum é que o primeiro pula, e só então descobre que tem asas. O segundo se questiona. “E se eu não tiver asas? E se as minhas asas não funcionarem? E se alguém não aprovar?”

O segredo é pensar como uma criança: se não tiver asas, a gente bate os braços. Uma criança jamais perderia a oportunidade de pular.

Não tenha medo, não se julgue e não julgue o produto final. Apenas crie. Não apague nada, continue. Desenhe, cante, fale besteira, procure um livro, imagens, um site que te inspire. Fale com gente que te inspira. Ria, mas ria muito. A segunda coisa mais eficiente para um processo criativo é a risada (a primeira é a bebida, mas não siga meu conselho). E, sim, esteja sempre apaixonado. Por alguém, por alguma coisa, pela vida. Não há inspiração sem amor.

Agora venha comigo, chegue até a borda. E voe.

Criatividade é uma questão de pular ou não é um texto de  Milena Castino, publicado originalmente na CASA DO GALO. Achei bastante inspirador, poético até…

Criatividade + Uso da própria mídia

Por Lucas de Ouro | Criatividade
Criatividade + Uso da própria mídia

Quando falamos em “utilização da própria mídia de forma criativa”, logo lembramos de muitos anúncios de mídia exterior…

Mas antes de postar uma série de outdoors clássicos e originais que eu já separei, quero falar de vídeos.

Recentemente ví duas formas bem bacanas de interação com as mídias “exibidoras” de vídeos da internet.

A primeira, foi o trailer do filme Resident Evil, no site Game Trailers. Clique e assista.

video_gametrailers.jpg

(Vocês devem lembrar da ação do Wario Land - Shake it pro Wii.)

E a segunda foi na notícia do Puta Sacada, onde eu ví uma série de vídeos que a AlmapBBDO criou em abril deste ano para o Greenpeace.

Trata-se de uma ação especial no YouTube denominada GreenTube. A ação apresenta filmes sobre a biodiversidade, os oceanos e as condições climáticas. O diferencial da ação está na interação do usuário com o vídeo.

Um bom exemplo de como usar o veículo de comunicação como parte da ideia pois, além da interatividade, a própria barra de carregamento do vídeo.

Simples e genial!

Oceanos

BioDiversidade

Condições Climáticas


Raciocínio criativo na publicidade

Por Lucas de Ouro | Criatividade

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Como publicitário, e começando a reunir textos sobre criatividade, me sinto na obrigação de indicar um livro de um dos mais admiráveis publicitários brasileiros: Stalimir Vieira.

Conheci Stalimir em um workshop sobre Redação Publicitária e  fiquei impressionado com sua facilidade e intimidade com o tema.

Stalimir fala com carinho sobre o prazer de trabalhar junto de grandes talentos e abre espaço para relatar algumas experiências que teve envolvendo estagiários. Invariavelmente, essas pessoas não possuíam experiência nem segurança profissional suficiente para lidar com algumas situações do dia a dia das agências. Por exemplo, a criação de uma campanha. Ao tentar ter uma idéia, criativa e adequada às necessidades do cliente, o criativo terá que se envolver com dois tipos de informações: aquelas que estão do briefing (o produto, o serviço, o cliente, suas necessidades, como ele quer ser percebido); e aquelas que ele adquiriu ao longo da sua vida (filmes, livros, viagens, palestras, saídas). A boa idéia vai nascer da combinação dessas informações. Daí a importância do criativo ser um eterno curioso. Sempre fazendo as perguntas que podem levá-lo à compreensão daquilo que o cliente quer e sempre se colocando aberto e disposto a absorver referências, experiências e novas informações.

Segundo Stalimir Vieria,  não há uma fórmula exata para se conceber uma idéia. O que há é uma atitude aberta à informação. A criatividade “é um estado latente em todos nós”. O que devemos fazer é provocá-la, fazê-la se manifestar. Isso passa a ser um exercício e permite ao criativo julgar e filtrar o bombardeio de informações a que todos estamos submetidos. Trata-se da ação da mídia.

Já emprestei esse livro para diversos amigos, entre eles Filipe Bezerra, meu sócio e camarada, que resumiu com precisão um dos trechos que eu mais gosto da didática do autor:

Para comentar tantos aspectos sobre o processo criativo, Stalimir Vieira oferece diversos relatos a respeito de casos reais envolvendo a criação de campanhas publicitárias. Uma delas é um comercial criado para vodka Smirnoff. O filme exibe imagens de um avião no céu, e enquanto isso é possível escutar um diálogo entre um casal. A mulher pergunta ao marido por que ele está triste, ao passo em que esse responde que está assim porque o avião pousará em Casablanca. Curiosa, a mulher insiste: “Mas por que amor?”. E ele responde algo como: “Com tantos países pra pousar, nós viemos parar justamente naquele que não tem Smirnoff.” Mas a mulher o consola dizendo que ele não se preocupasse, pois no dia seguinte, estariam em Katmandu.

A partir disso, Stalimir sugere que o leitor tente observar as intenções de marketing dessa idéia. O que, de fato, ela quis passar? E assim ele vai desdobrando as informações do briefing, destacando a informação de que a Smirnoff está presente em 143 países e demonstrando a maneira criativa como a campanha transmite esse conceito de internacionalidade. Assim, ele nos convida a exercitar essa prática de análise profissional dos materiais produzidos pelas agências de propaganda, lembrando a todo o momento, que por trás de uma idéia criativa há sempre uma intenção de marketing.

Stalimir não deixa de enfatizar a importância do “pensar ao contrário”. E com isso ele não quer dizer que um criativo deva ser sempre “do contra”. O que ele quer dizer é que uma idéia criativa é aquela que chama atenção por ser diferente, mas que toca o público exatamente porque diz respeito a algum aspecto da sua própria vida, tornando-se assim “memorável”. Como exemplo, ele cita a campanha de lançamento do Fusca nos EUA, com o título “Think Small”. Também destaca a campanha criada para Bombril, utilizando o garoto propaganda interpretado pelo ator Carlos Moreno. Todas essas idéias se tornaram cases de sucesso exatamente porque pensaram “ao contrário”.

Para Stalimir, a grande inspiração de um criativo é a vida ao seu redor. Sem excluir absolutamente nada. O criativo é um apaixonado por entender e para entender é preciso experimentar, pesquisar, perguntar. Segundo ele, “a solução está” sempre “no problema”, e só agindo assim é que ele terá segurança para tentar o “contrário”.

Ao longo do livro é possível encontrar breves reflexões sobre uma série de questões que habitam o universo publicitário: a relação da forma e da mensagem; o caso das campanhas da Benetton associadas ao trabalho de Oliviero Toscani; a importância de se apegar aos objetivos de marketing; o quanto é fundamental elaborar um conceito criativo; a necessidade de relaxar e deixar as idéias “fermentando” enquanto seu corpo descansa. Enfim, ele procura abordar quase tudo que sua experiência com o assunto já lhe permitiu refletir e deixa a mensagem de que no fundo, o que todo criativo deve mesmo fazer é pensar. Motivar-se, inconformar-se e nunca parar.

Fica a dica.

 

A criatividade aplicada

Por Lucas de Ouro | Criatividade

Jairo Siqueira, desenvolvedor do conceito  de “Criatividade Aplicada”, escreveu esse texto sobre os 7 princípios do raciocínio criativo:

A criatividade requer uma mente aberta e disposição para enfrentar as convenções, quebrar regras e assumir alguns riscos. Os sete princípios a seguir o ajudarão a fortalecer seu pensamento criativo, gerar ideias inovadoras e obter sucesso na solução de problemas.

  1. Atitude. Atitude é um componente chave de todo empreendimento vitorioso. Como disse Henry Ford: Se você acredita que pode, você está certo. Se acredita que não pode, você  também está certo. Atitudes positivas são fortes catalisadoras de energia criativa e agregadoras de habilidades e talentos. Ver-se como uma pessoa criativa é um passo importante para liberar sua imaginação e aproveitar plenamente suas habilidades e conhecimentos.
  2. Desafie as suposições. Conscientemente ou inconscientemente, nós temos crenças que nos impedem de usar a imaginação e resolver os problemas criativamente. Também somos afetados pelas crenças de outras pessoas que nos pressionam para sempre seguir os caminhos convencionais e não fugir da mesmice. Na solução um problema, é importante identificar e listar as suposições, convenções e crenças que afetam a sua compreensão, análise e solução. Examine-as criticamente e se livre das que não são verdadeiras ou que se tornaram obsoletas.
  3. Quebre as regras. Certamente não podemos quebrar todas as regras, mas na solução de problemas e na inovação é importante questionar as regras, especialmente quando elas aprisionam nossa mente a velhos hábitos e modos de pensar. Muitas vezes, para seguir adiante é necessário abandonar a estrada principal e tentar caminhos nunca percorridos.
  4. Não tenha medo de errar. Quem não se arrisca, não petisca – nos ensina o velho ditado. As grandes invenções raramente resultam de um golpe da sorte, mas usualmente de uma sucessão de tentativas frustradas até se chegar ao resultado desejado. O antiferrugem WD 40 tem este nome por que a solução somente foi atingida na quadragésima tentativa. Ela foi precedida de 39 tentativas sem resultados satisfatórios.
  5. Há sempre mais de uma solução certa. Na escola somos ensinados que há uma única solução certa. Na realidade, com muita frequência há mais do que uma e, muitas vezes, a primeira resposta que nos ocorre é a menos criativa. Esforce-se para procurar outras soluções de forma que você tenha várias opções para comparar e escolher a melhor.
  6. Suspenda o julgamento. O julgamento prematuro é o caminho certo para bloquear a criatividade. É essencial separar a fase de geração de ideias da fase de julgamento, pois não se pode dirigir com um pé no acelerador e outro no freio. No trabalho em equipe, deve-se ficar atento para os comportamentos que desencorajam as contribuições dos participantes, bloqueiam suas mentes e minam o espírito de equipe.
  7. Persistência. Experimentar e ter alguns fracassos faz parte do processo de geração de ideias e inovação. O segredo do sucesso está na constância de propósito, em manter-se firme apesar dos percalços no caminho. É oportuno lembrar as palavras do historiador grego Herodoto que viveu no século 5 AC: Alguns desistem de seus projetos quando estão quase atingindo seus objetivos; enquanto outros, pelo contrário, obtêm a vitória empregando, no último momento, esforços mais vigorosos do que antes.

Contudo, você não deve confundir persistência com teimosia. Teimosia é insistir num projeto quando todas as evidências mostram que seus objetivos não são realistas. Mas, quando estamos emocionalmente envolvidos, não é fácil distinguir um objetivo ambicioso e inovador de um objetivo insensato. Às vezes, desistir ou mudar o projeto é a melhor opção.

Confira os treinamentos de Jairo, no blog dele.

O valor da Criatividade

Por Lucas de Ouro | Criatividade

Esse vídeo mostra como o pessoal da Young & Rubicam da Austrália utilizaram a criatividade para conseguir um lucro de 500% na venda de uma bicicleta pelo e-bay.

O valor é simbólico e esse vídeo mostra bem isso.

Criatividade + Remakes de Posters

Por Lucas de Ouro | Criatividade

Tem muita gente que exercita a criatividade fazendo re-leituras de postes de filmes e livros. Para mim, esses remakes, as vezes, ficam melhores que os originais.

Selecionei algumas artes que utilizam linguagens minimalistas em vetor e ilustrações, para mostrar como os posters de filmes não precisam necessáriamente de fotografias e podem ficar ser bem resolvidos sem precisar de muita informação.

Posters de clássicos de Alfred Hitchcock, feitos pelo designer Matt Needle.

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Posters de Indiana Jones e Uma Outra história Americana, criados pelo americano Olly Moss.

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As conhecidas re-leituras dos posters de 007 por James White

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E tantos outros que a gente entcontra pela net.

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Vale a pena procurar alguns desses posters feitos por artistas anônimos e famosos, com artes bem legais sobre filmes.

Pra terminar, achei essas interessantes capas dos livros de Harry Potter.

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Logo Awards Personal Blogs

Por Lucas de Ouro | prêmios

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Aê pessoal. A nova logo do deouro.com.br foi escolhida para fazer parte de uma top list de 10 logos de blogs.

Com a única logo brazuca da área,  é um prazer ver o meu trabalho pessoal sendo reconhecido por um site legal como o logodesignlove.com.

“Playful typography, when done well, will always win me over more than a logo that’s just a cool font with a swoosh or a gradient slapped on to it. And more than just playful, this is a logo that instantly evokes true excitement and energy.”
John Martz (www.drawn.ca)

Vocês podem conferir a lista das logos, clicando aqui.

Até!