Acho que me dá sorte…
Sábado, Setembro 10th, 2005De uns dias pra aconteceram umas coisas estranhas comigo… na verdade foram dois fatos isolados que estão me fazendo criar uma espécie de superstição.
Fato nº1– Indo para a Agência
Estava em pé, apoiado naquela porta do meio do ônibus, quando pela janela, olhei uma placa num daqueles shoppings do Itaigara… Eu estava indo em direção à Av. Manoel Dias e tinha que chegar cedo na Agência para finalizar uma campanha.
Foi aí que entrou uma senhora com um vazo de porcelana na mão, coberto apenas com uma tímida tira de papelão na sua base e acompanhada de sua netinha.
Quando, sem avisar, o ônibus deu uma freada brusca e todos nós fomos atirados para frente como verdadeiros “bonecos doidos”!
Tudo aconteceu muito rápido… A senhora largou a mão direita que segurava o vaso para se segurar no ônibus e ao mesmo tempo apertou a netinha contra a cadeira com sua coxa, impedindo que esta (a netinha, não a coxa!) voasse em direção ao motorista.
Assim, o vazo escorregava em direção ao chão…
Felizmente eu estava olhando para a janela e, de onde estava, pude pegar o vazo a centímetros da colisão com o assoalho de alumínio.
A senhora me agradeceu com a cabeça e sorriu. Salvei o vaso!
A placa que eu olhava estava sinalizando uma ótica chamada: “GOLDEN GLASSES”
Fato nº2 - O exame de direção
Estava eu, lá em Narandiba (aonde?), no exame prático de direção veicular.
Assim que me posicionei para realizar a famigerada BALISA, minha perna esquerda começou a tremer e o Fiat (da Auto Escola União) começou a dar sinais de fraqueza… Sem querer interromper o carro e tentando controlar a embreagem de uma forma quase “pakinsoniana”, felizmente eu consegui entrar na vaga com sucesso.
Olhei para o retrovisor… O examinador fizera sinal de aprovação… (Ufa!)
Comecei a retirada do veículo (com uma ré!!) e de repente ouço um barulho:
“RRRRRRRRRR!!”
Olhei novamente o retrovisor e percebi que tinha arrastado um pouco protótipo de fibra de vidro!
A imagem do meu instrutor Lindomar veio prontamente à minha cabeça: “Na balisa, se tocar no outro carro, perde!”
- Putamerda! Putamerda! (Repeti freneticamente!)
Foi aí que numa fração de segundos, percebi que o cara que estava monitorando o meu exame estava um pouco afastado e não tinha reparado na minha pequena barbeiragem…
Tirei o carro da vaga num piscar de olhos e ignorei o pequeno Furacão Katrina que passava na minha perna esquerda e a deixara mais bamba que dente de leite podre…
Recebi o sinal para prosseguir com o teste e esperar a minha vez para fazer o exame de rua. (Que alívio!)
Aí vem o fato curioso: Olhei para o examinador e percebi que ele estava disperso pois acenava para um amigo que estava sentado numa padaria ao lado da área do Detran… Fui salvo pelo pão!
E a padaria chamava-se “PÃO D’ORO”.
E aí… o que acham? Dá sorte?
Uuuuuhhh…

