Archive for Julho, 2006

“Eu sou o bactéria!!”

Terça-feira, Julho 25th, 2006

Eu não sou muito de ficar dando dicas, de indicar filmes ou cds… mas neste fim de semana assisti uma peça de teatro que faço questão de divulgar aqui no site.

Um ótimo programa para quem mora aqui em Salvador é assistir a peça teatral “Cuida bem de mim”. O Grupo de Teatro do Liceu está em cartaz no teatro Xisto Bahia (Barris) e comemora os 10 anos desta peça premiadíssima. Só para você ter uma idéia, grandes atores já fizeram parte do elenco em alguma das versões do espetáculo, como Lázaro Ramos, Wagner Moura e Nadja Turenko.

Fiquei impressionado com o nível de envolvimento das personagens com o público. É visceral.
Fazia tempo que eu não me emocionava assim numa peça ou num filme, e assistir o “Cuida bem de Mim” me levou às lagrimas.

Não sei se é porque eu acabei me identificando com os atores (que devem ter a mesma idade que eu, mais ou menos), ou se é porque a temática foge um pouco daquelas histórias puramente ficcionais… bem… o espetáculo é foda! Conta a história de uma escola pública e do reflexo do ódio social… tudo isso em paralelo a uma bela história de amor.

Assista!
…bem, mas se quiser ver uma comédia, tem o Piaba aí e tal…

Sabedorias de divã

Sábado, Julho 15th, 2006

“Faça a sua parte e não morra tentando encher a sua vida de momentos felizes…
Simplesmente encha esses momentos felizes, de vida.”

neste exato momento, ouço o Paulinho da Viola cantar aquele refrão famoso:
“…danço eeeeu, dança vocêêêê…”

e por aí a gente vai… Fim.

Pra não dizer que eu não falei da Copa

Quarta-feira, Julho 12th, 2006

Um papo objetivo no msn com o amigo Pedro Piropo (grande ilustrador e futuro médico) para acabar logo com esse assunto. Até.

Alguns dias na Argentina

Terça-feira, Julho 11th, 2006

Cheguei a Buenos Aires no dia 22/06, há poucos minutos do jogo do Brasil x Japão. Procurei, procurei e não achei uma só televisão no aeroporto. Sem lembrar que estava em território hermano, pensei: “Putz! Nem parece que é Copa do Mundo! E dia de jogo do Brasil!”
Aí reparei que algumas pessoas me olhavam de um jeito estranho. A moça que entregavas panfletos me olhou estranho ao entregar o papelzinho que minutos depois eu jogaria no lixo… o rapaz do free-shop fez cara feia ao abrir a porta pra mim quando eu disse “Obrigado!” em vez de “Gracias!”…
…tudo isso só porque eu tava com a camisa da seleção!
Foi engraçado ver como todas as pessoas que visivelmente acompanhavam a Copa, olhavam a amarelinha com maus olhos. Me senti mais ou menos como um cara usando a camisa “100% branco” no Pelourinho, só pra ilustrar.


Foto perigosa na frente da Casa Rosada

Depois da usual demora no translado, acabei assistindo o jogo no salão do hotel em companhia de um japonês que, mesmo vendo a seleção brasileira virar o jogo, ainda vibrava quando os japas tocavam na bola. No final, Zico e Parreira se abraçaram e eu subi para deixar as malas no quarto do hotel.

Nos dias em que estive por lá, ví muita coisa boa. O povo argentino é muito simpático com os turistas, e ao contrário do que dizem por aí: Maradona é ídolo. Muito mais do que Pelé para nós. Muito mais mesmo!! Em toda parte se encontram faixas e cartazes com o dieguito.

Conheci os tradicionais bairros da Boca (do Clube Boca Juniors) e Caminito, sem falar no city tour que me fez entender porque dizem que a Argentina é um pedacinho da Europa na América Latina.


Cerveja Quilmes!

Assisti o jogo Argentina x México (um dos melhores jogos da copa) num shopping center e imagine o que é ver TODOS os vendedores usando camisas azuis e brancas, somado às pessoas que estavam “fazendo compras” com os rostos pintados e usando chapéus engraçados! Era uma torcida e tanto! Eu me juntei a uma galera que estava num dos maiores corredores assistindo tudo em várias tvs de plasma que estavam à venda. Show de bola.
Na volta, passei pelo Obelisco e aquilo lá estava bombando, parecia carnaval em Salvador. De noite fui pro Cassino flutuante perder alguns pesos e depois jantei no Puerto Madero (um point com excelentes restaurantes de lá).

No domingo eu acordei com um sono da zorra e fui, ainda arrastando o lençol, para o salão do térreo tomar café da manhã. Estava chovendo, mas ainda assim peguei o tour no delta do Rio Paraná, na província de Tigre (na Argentina o lance dos estados é um pouco diferente: Lá existem províncias que têm suas localidades, e cada localidade tem suas cidades… meio complicado…).
O passeio foi bacana, conheci as ilhas de sedimentos, San Isidro e pegamos um trem até Santelmo. Lá encontrei uma feira de antiguidades e quase compro uma velha senhora de 80 anos que me ofereciam por 20 pesos… hehehe!!

Voltei pro hotel e às 19h acordei para ir assistir o show de tango mais tradicional de Buenos Aires: “Esquina Carlos Gardel”. Rapaz, foi um espetáculo! Dentro de um casarão, bati aquele rango maneiro, bebi um vinho de primeira e assisti um show e inesquecível!

Na volta, comprei alfajores, bebi mais da tradicional cerveja Quilmes e conheci o MALBA (Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires), onde vi a Mostra “Vida Animada”, com as obras do norte americano Roy Lichtenstein - pintor, escultor, artista gráfico e um dos ícones da arte pop - tudo isso sem saber que semanas depois, junto com os hermanos, nós brasileiros também iríamos ser eliminados da Copa do mundo.


Dibujo para Chica llorando – Roy Lichtenstein

Falou, muchachos!

Na beira do mar…

Domingo, Julho 9th, 2006

Já conversei com alguns amigos meus sobre essa febre de cantores que tocam a “nova surf music”…
Outro dia me disseram: “Eu amo Jack Johnson!” e eu perguntei: “Ama? Você conhece o som dele há quantos meses? Quais músicas além das que têm clip na MTV você sabe cantar?”
…Odeio essas tendências musicais que aparecem de vez em quando! O artista bomba um hit na mídia e Puf! do nada, todo mundo já se diz fã de carteirinha do sujeito! Donavon Frankenreiter, por exemplo… quem é? Já nem lembro direito… Mas quando ele fez um show no WQS aqui na Bahia, todo mundo AMAVA o som do cara! tsc… tsc…

Isso sem falar é claro, na “onda” (sem trocadilhos) de que todo mundo, virou surfista… mas isso eu comento em outro texto. Não tenho nada contra quem é fã de surf music (eu também ouço), mas sei que esses novos-fãs também incomodam as pessoas que realmente conhecem a história e a discografia dos artistas, seja em qualquer estilo musical.

A última no Brasil, foi a febre da versão tupiniquim JackJhonsoninana: O Armandinho.
Até ontem, Armandinho era aquele cara que espetacularmente tocava brasileirinho na guitarra baiana, filho de Osmar (inventor do trio elétrico juntamente com Dodô) e que agitava o carnaval de Salvador.

Hoje, Armandinho é um gaúcho que apareceu na mídia tocando reggae, que mal estreou um videoclipe e já tem fãs dizendo por aí que o “ama de paixão” e que as suas músicas “têm tudo a ver comigo”… aiai…

Me deu raiva, por exemplo, quando vi um cara na calçada do shopping, cantando no ouvidinho da namorada uma dessas músicas da moda… e pior: se tratava de uma mulher mas feia do que Jack, Armandinho, Jhonson, Seuvan e Donavan juntos.

“Quando Deus te desenhou…

Ele tava sem borracha…”

Kamasutra

Quinta-feira, Julho 6th, 2006

Conceito e arte para campanha de dia dos namorados.

arte_kamasutra.jpg

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