Archive for the ‘poema’ Category

Catarse

Quarta-feira, Novembro 16th, 2005

Catarse

É foda saber que o futuro é uma surpresa.
Ficar vivendo em função de previsões e expectativas;
Olhar para trás e não ter respaldo nenhum nos seus passos;
É ver o cara na corda bamba e torcer pra que ele caia.

Cai, filho da puta. Pra ver se aprende.

Fica aí confiando na corda que você encontrou pronta;
Em vez de gastar seu tempo fazendo a sua;
Cai, filho da puta. Tá todo mundo balançando a porra da sua corda mesmo.

Olhe pra baixo e se prepare pra encontrar o passado, nenhum futuro;
Pois o passado é sempre decepcionante;
Ele te segura e te faz andar em slow motion;

E como se não bastasse, apaga a ilusão da surpresa;
De um canto seguro depois do aço;
Do futuro bonito, sem um trilho tosco;

Só tenha certeza de que lá em baixo, você vai se ver:
Morto.

Desculpem a aparente falta de sentido e as palavras grosseiras… É culpa do título…
Mas é isso aí, vida magnólia… Vá dar risada do Donnie Smith, vai…

No ônibus!

Segunda-feira, Setembro 13th, 2004

Convivência Pacífica

Assuntos amenos
Sorrisos a mais
Detalhes, jamais

De: Regina de Andrade

Essa poesia eu encontrei no ônibus de Porto Alegre. Colada no vidro…
Pois é, achei legal, peguei uma caneta e anotei.

Abandono

Quinta-feira, Março 4th, 2004

onde estará aquela força vital?
a linha, o caminho que conduz?
descoloriram a paisagem, extinguiram a vida.
apagaram a luz.
idéias suprimidas, fatos obscuros;
alguém levou minha inspiração;
o impulso emotivo, meu último suspiro;
agora, angústia e solidão.

cantando sem voz, escrevendo sem lápis;
perdido e desamparado no silêncio das musicas.
imploro, num grito de súplica: devolva!
ao menos, minhas maiúsculas…

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