Archive for the ‘resenha’ Category

Show de heavy metal

Segunda-feira, Novembro 13th, 2006

“Show de heavy metal: um bando de malucos cabeludos, usando camisa preta, com pintura no rosto, comendo morcegos, berrando coisas inaudíveis em inglês, reunidos em um lugar imundo para trocar murros e chutes usando coturnos e espinhos de ferro”. Bem, acho que essa era a impressão da maioria das pessoas, ao me ouvir divulgar o show da minha nova banda… hehehe!! Depois desse preconceito inicial vencido, levei alguns amigos para me assistir lá no Idearium (e por incrível que pareça, eles gostaram muito!).
Assim, vou contar um pouco como foi esse meu re-encontro com esse estilo de som:
Depois de ser convidado para cantar na The Clansmen, banda cover de Iron Maiden, comecei a me empolgar com a sensação de subir num palco novamente. Iron Maiden é a banda clássica do metal… é a base, o fundamento, a iniciação de quase todo mundo que um dia já gostou de heavy metal (Para quem tá meio por fora, o Iron seria algo como o Sex Pistols para o punk ou Bach para a música clássica.) Então, depois de ensaiar algumas vezes com amigos e músicos que tocam em outras bandas daqui de salvador (Templarius, Burning Heart, Nomin e Agnes Dark) estávamos com um set list pronto para o show.


Iron

Resumindo: fomos a primeira banda a tocar e fiquei impressionado com a reação do público na hora do show! Todo mundo no maior speed, batendo cabeça e agitando a casa lotada! Inesquecível!
“Foi a banda que mais agitou a noite!” palavra de Meylin Salois, produtora do show.

O resto, só pra quem foi e acordou com o pescoço doendo no dia seguinte!

Papo de Diretor de Arte

Terça-feira, Dezembro 7th, 2004

Nononono nononononon nononononononono.
Nononononono nonon nonono no nonononononon nonono, nonononono nononon nonononono nonononononononon nononono nonononononon. Nononononono!
Nonononononononon, nononono nonononono. Nononononononono nonono.
Nononono nonono, nonono, nononon nonononono nonono.

Nonono.

Pior texto que já escreví

Segunda-feira, Novembro 8th, 2004

Rapaz, antes de começar… já vou avisando: esse texto está uma bela de um merda!
Depois não diga que eu não avisei… e não venha querendo indenização por perda de tempo alegando que você passou um tempão lendo esta porcaria enquanto podia estar fazendo outra coisa mais produtiva e blá blá blá…

Começou….

No momento em que comecei a escrever esse texto eu já imaginava que você estaria lendo essas palavras esperando encontrar algo de interessante por aqui (mesmo que eu já tivesse te dito que isso não passaria de um texto imbecil).

Bem, sinto desapontá-lo mas não tenho nada de interessante pra te contar hoje. Não que eu já tenha escrito algo realmente interessante nessas minhas incursões literárias, não é isso… quero dizer que esse texto em especial é inútil e sem graça.
Agora você está começando a se perguntar se já não deveria ter parado de ler esse texto, ou melhor, se deveria ter passado primeiro parágrafo.

Você tá perguntando se eu não vou escrever nada que preste. Não.
Se eu não tinha nada melhor pra fazer. Não.
Ou se não tem nenhum texto melhor para ler. Tem sim.
Tá perguntando também, se eu não vou parar de fazer perguntas pra eu mesmo responder. Tá bom, eu paro.

O ruim desse texto… quer dizer… o pior desse texto é que quando ele poderia começar a ficar interessante, acontece uma grande idiotice…

Repentinamente, ele acaba.

Como dançar reggae

Domingo, Setembro 26th, 2004

Sábado passado assisti vários shows de reggae… num daqueles festivais patrocinados por cerveja, sabe?O festival foi bem legal! O que mais me chamou atenção foi o público-roots que compareceu ao evento e as coreografias que eles desenvolviam na hora.Tendo em vista o incrível recall daquele texto sobre os gordinhos que dançam forró (e da brilhante explicação matemática) venho aqui ensinar-lhes como dançar corretamente o velho e bom Reggae. Esse texto acabou ficando muito grande, então encurtei essas dicas para apenas 5 rastafari-rules. (Opa! eu JAH ia me esquecendo de um detalhe: essas regras não se aplicam à shows da banda Yellowman, nestes casos faça como o cantor: imite um índio misturado com uma galinha.)Rastafari-Rule nº 1 - Roupa.O vestuário é importante para a dança. Procure usar camisas de tecido surrado (de preferência verde ou branca) estampadas artesanalmente com a cara de Bob Marley ou com o deus Ganesh* (além de pop, ele também é reggae!). Use uma calça folgada qualquer e sandálias de couro.Rastafari-Rule nº 2 - Acessórios.Vale tudo. Desde gorros de tricô até brincos de durepox. Não esqueça daquela sua correntinha do camelô. Só não vale comprar na Cha-cha-dum-dum.Rastafari-Rule nº 3 - Postura.Se você é corcunda, perfeito.Se passou anos usando aqueles coletes ou já fez correção postural, lamento.Para se dançar o verdadeiro reggae você tem estar “empenado”, ou seja, sua coluna deve estar com uma curvatura superior a 12º para frente ou para trás. Esse é o segredo: ficar “troncho” e movimentar sua coluna como uma serpente encantada!Rastafari-Rule nº 4 - Coreografia.Nunca passe mais de 7 segundos com um pé no chão. Reveze-os e dê pulinhos levantando bastante o joelho.Lembre-se que a alma da reggae-dance é o improviso. Não me venha com coreografias em grupo. Isso não é roots!Rastafari-Rule nº 5 - Pausa.A coluna doeu?O pescoço travou?O pé já está sujo e fedendo a couro?Não se preocupe! Para isso existem as pausas!Feche os olhos e levante a cabeça, permaneça dançando assim por um tempo e finja que está se identificando com o que o vocalista está cantando. Depois, como quem não quer nada, olhe discretamente para o chão e pode sentar.Sente-se no chão (com as pernas cruzadas, é claro!) no meio da galera. Se tiver alguém para descansar com você, beleza! faça uma rodinha.Isso é roots. Se encostar na parede não é!Pronto. Usando essas 5 regras básicas você já está preparado(a) para dançar Reggae numa boa. Enjoy!———————————————-Esse texto é resultado de uma observação imparcial (bem… talvez um pouco alcoolizada) inspirada na coreografia do grande amigo Pedro Piropo.* uma deusa gordinha que parece um elefante, mas que não dança reggae.

Lá fora está chovendo…

Quinta-feira, Setembro 16th, 2004

Sábado?? Já???
Essa semana passou tão rápido! Odeio quando isso acontece…

Lá fora Macaulay Culkin (de Esqueceram de mim) foi preso com drogas nos EUA, bebês foram trocados em um hospital de Mogi das Cruzes (e felizmente, após 12 horas, destrocados), o México comemorou 194 anos de independência, a Universidade de Brasília (UnB) ameaçou suspender o próximo vestibular para o curso de Direito porque tem muito militar pedindo transferência para lá, a cidade de Rio Grande ainda procura o apostador premiado com mais de R$ 23 milhões no sorteio da Mega Sena, o Angra lançou nacionalmente o novo cd, Lula pediu votos para Marta em São Paulo no horário político, cinco jovens começaram uma briga numa boate do Rio de Janeiro porque um rapaz abordou a namorada do outro (o cara ficou com hematomas no rosto e perdeu um dos dentes!), o filho de Sophia Loren se casou na Hungria, Laerte disse que vai lançar um livro novo, parece que Alexandre Frota vai entrar (de novo) na Casa dos Artistas, o desenhista Storm Thorgerson (que fez algumas capas do Pink Floyd) tá fazendo uma exposição em Londres, a Polícia Federal fechou um cassino clandestino em Curitiba e ainda prendeu as 11 pessoas que estavam lá, uma mulher louca tocou com os peitos de fora lá no Nokia Trends e o Bahia venceu o Paulista por 2 a 0 na Fonte Nova.

Aqui eu pedi as contas no trabalho, assisti Highlander 1 (muito “craaaaasse!”) na universidade e levei do bar um copo de tequila escondido para casa.

Híbridos

Quinta-feira, Agosto 12th, 2004

Além de novidades muito boas do Diretório Acadêmico (que não interessam muito falar aqui), comunico que o pontoponto está em fase de transição.

Se você é bom observador, já deve ter sacado que a tendência atual são os Híbridos.
- Como assim? Eu não observei nada! Aonde??
- Calma, deixe eu explicar…

Assim como o celular da atualidade é o híbrido entre o telefone comum e a câmera fotográfica, a Africa é o híbrido entre a agência de Publicidade e de Consultoria e as meninas “descoladas” tão usando boné de rapper, inventei que o pontoponto também tá nessa onda. Acho que desde o princípio.

Com um layout diferenciado, uma multiplicidade de sessões, uma temática descompromissada e sem usar boné virado pro lado, eu sempre utilizei isso aqui como um laboratório. Mas só agora tô observando a coisa numa perspectiva híbrida. Observando o pontoponto como um canal de esculhambação e coisa séria ao mesmo tempo.
Bem, talvez isso justifique os acessos diários dessa bagaça! hehehehe.

Me surgiram várias idéias para “incrementar” o site.
O primeiro passo foi dado. Agora só falta começar a escrever alguma coisa séria.

Gordinhos e Forró

Domingo, Julho 25th, 2004

Ontem eu estava reparando uma coisa curiosa:Porquê todo gordinho sabe dançar forró pra cacete?É engraçado como os gordinhos chamam a atenção da gente quando estão dançando agarradinhos num show. Acho que dançar bem é um mecanismo inerente da própria natureza do gordo… algo parecido como as mariposas de Darwin, acho…Observemos a lógica:Opção 1 - Se o cara for gordo e tiver um papo razoável com as meninas, ele automaticamente já tem alguns dotes de dançarino. Isso é fato.Opção 2 - Já se o cara for feio e não tiver um bom papo com as meninas, ele nem vai se arriscar a ir prum forró por que prefere ficar jogando Playstation II em casa.Agora, desenvolvendo a primeira opção, chamaremos o cara de XY e a mina de XX. Adicionando uns quilinhos a mais no pilantra, temos a seguinte equação:(considere g=10m/s)XX = XY .100kg + forróAplicando pitágoras:XX = no papoXY Ou seja… os quilinhos a mais são cortados na regra de 3! Incrível!!!Essa matemática explica tudo!Espero que agora vocês possam entender como os gordinhos acabam saindo dos forrós com alguma gatinha no papo.Eu confesso que não consigo entender isso na prática… Mas é isso aí mesmo.

1 Só Costa Azul

Quarta-feira, Junho 9th, 2004

Domingo passado tive um experiência bastante diferente do meu velho cotidiano tosco. Em vez de ficar deitado no sofá, assistindo tv o dia todo, resolvi sair de casa. hehehe!
Nossa! O que será que fez ele largar a preguiça de seu domingo sagrado?
Lhes respondo: Um projeto social.
Pois é, estou participando do projeto 1 só Costa Azul  junto com alguns amigos.
Este domingo, eu entrei numa comunidade pobre, conheci os moradores, perguntei suas necessidades, conheci uma realidade totalmente diferente da do meu sofá, e fui muito bem recebido por todos. A princípio eu iria só ajudar na construção e divulgação do site, mas achei que isso era o mínimo que poderia fazer para contribuir com uma iniciativa tão válida com essa. Também participarei das reuniões periódicas que acontecem lá mesmo na favela…
(Infelizmente o site do projeto já está fora do ar.)
Não tô participando desse projeto por que quero “ser uma pessoa melhor” e ir pro céu… Esse não é o pensamento… Quero ser tão bom quanto as pessoas que eu ví lá na comunidade. Que se divertiam com tão pouco e carregavam um olhar puro e esperançoso que não encontro nas pessoas mais abastadas.

Meus parabéns pro Eduardo Costa, meu amigo que mora no Costa Azul e cansou de ver uns barracos de papelão do lado de prédios de luxo.

Assim como eles, queremos aprender.

Ioiô

Quinta-feira, Abril 8th, 2004

Uma brincadeira que, para mim, era só mais uma forma de passar o tempo na minha infância, é um verdadeiro lifestyle pra muita gente.
Viajando pela net descobri que existe uma galera alternativa que curte muito esse brinquedinho. Ops, brinquedinho não! Os yoyos profissionais podem ter diversas formas e estilos: O shape Imperial e o shape Butterfly, propícios para manobras de loops(voltas) e strings (corda) respectivamente. A galera que leva a sério esse universo, participa de campeonatos e tudo mais, escolhendo uma das 5 modalidades oficiais para competir.
O yoyo, mais do que simples lazer, é um alternativa anti stress que pode virar um belo hobby. No Brasil já existem muitas empresas dedicadas a esse público, diminuindo assim, a  influência gringa no esporte. É, esporte.
Ah, é bom lembrar que a prática do yoyo exercita o cérebro e a coordenação motora.

O que achei interessante é que as pessoas se identificam com enumeras formas de lazer e isso acaba se tornando uma prática cotidiana que os insere em determinadas tribos ou grupos sociais. Seja jogando Cs, curtindo skate, pegando onda, ouvindo rock, ou praticando yoyo, as pessoas buscam maneiras de interagir com outras a partir de interesses comuns. Isso é diversidade.

Bem, esse texto surgiu depois de um bate-papo com meu amigo Roots, onde discutimos essas excentricidades humanas. É isso aí cara.

Processo Criativo

Segunda-feira, Abril 5th, 2004

Venho aqui falar de algo que é muito importante na minha área de estudo: A criatividade.
Curso publicidade e posso dizer que “ser criativo” é pré-requisito para algumas matérias. Mas o que muita gente não sabe é que só isso não basta.
Venho percebendo ao longo do tempo que o processo criativo exige muito mais do que uma boa capacidade de abstração ou uma imaginação fértil. A inspiração é apenas uma ferramenta para a complicada cadeia de etapas que é a criação.
Criação = 1% Inspiração + 99% Transpiração. <– frase mais manjada do mundo!
Pior que é isso mesmo. É tentar e tentar, viajar e viajar, suar e suar. Chegar ao ponto da saturação de idéias é importante para que você possa utilizar a sua criatividade ao máximo. Ninguém cria as coisas do nada. Ter um repertório extenso é fundamental para o processo criativo. O comprometimento com o assunto é fundamental para criarmos alguma coisa original e interessante. Nós, profissionais de comunicação, podemos ser rasos… mas temos que ser extensos.
Nem me venha com esse papo de que não é necessário estudar pra ser criativo e que basta ter sorte e uma boa idéia para criar alguma coisa. Não estou falando de qualquer criação, trate-se de trabalho profissonal.
Nizan Guanaes já dizia que no seu processo de criação de propagandas, por exemplo, milhares de idéias vão surgindo e sendo colocadas no papel, depois, no meio de idéias estúpidas, loucuras e insanidades, vai sair alguma coisa boa.
Ou seja, no mínimo você tem que gastar algum tempo ou algum neurônio para produzir alguma coisa que realmente se destaque no meio de tantas outros lugares comuns que existem por aí.

Idéias boas, todo mundo tem.
Idéias pertinentes, criativas e diferenciais, só tem quem conhece a fundo o assunto em questão.

Bem… espero que esse texto tenha clareado algum dos mitos que existem quanto ao estereotipo do estudante de publicidade. Criativo sim, mas não só isso, viu?

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